Marlon muebeitoa yu ajue beisie.

Marlon muebeitoa yu ajue beisie.
Let's learn a foreign language!

terça-feira, 31 de março de 2009

Em Busca de Respostas à Contestação do Irrefutável

A ciência observa, experimenta, testa, examina, analisa, avalia, quantifica, explica, e – sobretudo – contesta. Ela se lança como um gavião faminto sobre sua presa (verdades pré-estabelecidas e conceitos bem solidificados aceitos universalmente sem maiores oposições) e os destroça. Não é de se assustar a noção de que quase sempre a ciência formula suas próprias verdades, na busca de se sobrepor como forma maior de entendimento do mundo exterior e meio mais preciso e aceitável de compreensão das interações humanas com a realidade.

A ciência peleja com ânimo ferrenho contra o senso comum nosso de cada dia e praticamente com a mesma ferocidade de uma leoa em defesa de seus filhotes tão tenros e desprotegidos perante uma ameaça. Perdão se aqui ofendo alguém com a mais pura manifestação do meu sentimento em relação à ciência: ela faz nosso mundo desabar, tudo reconstrói e nos obriga à uma adaptação ao novo ambiente por ela arquitetado. Não obstante, a ciência escandaliza a religião e ofusca o próprio Deus com seu ácido ceticismo e seu amargo antropocentrismo. Torna tudo passível de experimentação e refuta tudo o que foge aos moldes do seu empirismo piamente incrédulo.

Por meio desta ferramenta, o homem tenta se afirmar como provedor do entendimento sobre os processos e fenômenos da vida na Terra. A ciência é o alicerce em que se baseia sua vanglória de deter a compreensão de tudo aquilo que se encaixa bem – ou quase isso – em suas concepções tão vastamente limitadas sobre o existir e o agir. Os sentidos são critérios errôneos para rotular como reais ou irreais, legítimos ou falaciosos uma série de leis, conceitos, postulados e afirmações que destoam do considerado normal ou aceitável. Grande parte dos terráqueos tende a restringir sua relação com o mundo por meio do crivo de suas experiências sensoriais, praticamente negando tudo o que ultrapassa as fronteiras da mente humana e das realidades explicáveis.

Mas todo o conhecimento produzido por mãos carnais e ósseas, tão profundamente arraigado em corações petrificados, representa senão uma parcela tremendamente ínfima de toda a sapiência universal e superior ao qual poucos se arriscam expor. De que adianta de tudo entender, tudo fazer e nada desconhecer em falta da comunhão com o Supremo, Transcendente, Magnífico, Glorioso, Exaltado, Honrado e Benevolente Pai de misericórdia? Como pode a criatura se satisfazer apenas com o estudo da produção informativa e cognitiva terrena se não encontrar-se dia após dia com seu Criador e dele ouvir os mais ocultos mistérios desde os primórdios da civilização? Somente o Deus deste tempo, deste planeta e desta vida possui a verdadeira capacidade de desvelar os mais intrigantes arcanos que estimulam o pensamento e a reflexão humana desde seu autorreconheminto e aceitação como ser vivo e racional sobre a crosta terrestre.

Por mais que a ciência observe, experimente, teste, examine, analise, avalie, quantifique, explique, e – sobretudo – conteste, ainda assim continuará incapaz de assimilar a ideia mais enigmática e incompreendida de que se tem registro: o amor. É a essência do próprio Deus santíssimo e a decisão mais acertada das pessoas de comportamento divergente daqueles padrões lançados por tantos estudiosos e analistas das atitudes humanas. Mesmo que tudo seja redefinido ou – na pior das hipóteses – rejeitado pela ciência, a verdade nunca se tornará mentira por nela não se acreditar. Infinito e eterno é o saber que vem do alto.

Em nome de Jesus Ressurrecto, o Cordeiro Redentor, Salvador, e Senhor.

Certamente, a mensagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, somos salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação.

Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus, porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos nobres de conhecimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus.


(I Coríntios 1: 18–29)

Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem carnal não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

(I Coríntios 2: 13, 14)

E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, desviaram-se da fé. A graça seja convosco.

(I Timóteo 6: 20, 21)

terça-feira, 24 de março de 2009

Entra na fila!

Filas… não se só nós precisamos tanto encará-las, mas estamos bem acostumados a elas. Quem nunca ficou numa fila? Ali, esperando impacientemente, mesmo que por alguns segundos?

Pois é, quando se trata de bancos este se torna o sinônimo ideal para “banco”. Certa vez, tive de ficar cinco horas e meia numa bendita fila no Banco do Brasil – o problema maior não é a espera, mas o fato de ter que ficar um longo tempo em pé… Realmente não são muitos que estão preparados para isso.

Se estar numa fila já é péssimo quando se está com estômago cheio, imagine quando com fome! Uh… parece horrível? Esta é, pois, a luta diária dos universitários uenebistas.

Muitos reclamam da comida do RU e principalmente de alguns sucos e quando vêem um cardápio que lhes agrade muito, ficam satisfeitos, consideravelmente felizes, mas quando chegam ao RU e avistam aquelas filas megga-collosso-giggantescass a perder de vista…

Se você é daqueles que não aguentam ficar muito tempo com fome ou daqueles que até passam mal, por favor, em nome do seu bem-estar, não vá para o RU (a não ser que goste da comida do vegetariano). Não sei mesmo por que o ministério da saúde não adverte: “Filas do RU são prejudiciais a saúde e podem causar câncer de paciência”. Garanto que o almoço de muita gente seria bem mais agradável, até mesmo a comida poderia ganhar um sabor especial.

Seja onde for, seja queue, line, Schlange, Reihe, retsu, coda, bicha, fila, etc. a paciência será a mesma. Und ich bin ganz geduldig...

Ou melhor “longanimidade”, “paz de espírito” e “domínio próprio” seriam os termos mais adequados. É assim que funciona nosso mundo capitalista: cada um na sua vez e todos esperando.

A boa e velha Universidade de Brasília

Hei, o quê? Na UnB!?

Sempre esperei ansiosamente pelo dia em que eu estaria na universidade. Na época escolar, sentia cada vez maior ansiedade e a alegria quando passava de série. Ainda hoje em dia é um dos sonhos de muitos jovens o “chegar à universidade”.

Bem, o tempo passou conformemente e enfim eu alcancei o temido e esperado “3º (terceiro) ano”. Fiz o que pude para aprender, superar-me e triunfar. Quando notei este também já tinha passado.

Algo muito curioso, de que me lembro muito bem, na escola era que ao observar a série posterior à minha, sentia um leve medo e receio de não conseguir superá-la por parecer bem mais difícil. As dificuldades das séries seguintes pareciam maiores, vistas de um ângulo de quem estava prestes a encará-los. Mas na verdade não o eram; continuava muita coisa do mesmo jeito.

E tal fato se repetia quando eu, ali do alto do meu 3° ano, avistava as universidades e seus alunos… Novamente o medo vinha; sempre é assim que acontece, a própria definição de medo comprova isso: “perturbação mental em relação ao que é desconhecido, devido a um mal ou risco real ou imaginário (aparente)”. Observemos as palavras desconhecido, imaginário, e aparente. Entendeu de onde vinha tal receio em relação aos desafios acadêmicos vindouros?

Mas, voltemo-nos para o foco deste texto, antes que me fujam as idéias e a luz se enfraqueça. Feita a inscrição para o vestibular, vida escolar findada, lá estava eu aguardando a chegada das provas tal qual um pai espera por seu(ua) filho(a) na sala de espera duma maternidade.

Assim, pouco tempo depois (um eufemismo às vezes é muito conveniente…), estou eu aqui na Universidade de Brasília. Ah…Universidade de Brasília ou simplesmente, UnB – como soa bem! Tudo tem sido maravilhoso! “Égua do lugar paidégua, mano!”, diria um fulano paraense, “só, véi!”, apoiaria um sicrano brasiliense.

Poxa! Aqui um dia é bem melhor que o outro. Matérias excelentes eu tenho tido, além de professores super-excelentes e aulas hiperexcelentes (para não dizer extraordinárias). Acordar e vir para a UnB é algo extremamente fantástico, uma alegria crescente, alimentada pelo meu esforço e aprendizado, move-se em mim de uma forma tremenda.

Não é privilégio de muitos poder estar aqui, fazendo o que gosta, crescendo e realizando-se. Só espero que aqueles que aqui estão tenham esse mesmo sentimento e procurem gradativa e incessantemente, fazer uma “Universidade de Brasília” melhor. É somente querer e agir.

O dia-a-dia

Na UnB tudo é muito diferente do que você já possa ter imaginado. Estou falando realmente sério; mas isso é algo bom, o que faz esta universidade ímpar, singular, única.

Como cada curso tem seus horários de aula e cada aluno(a) tem sua grade horária, é possível estar estudando, adquirindo conhecimento enquanto outros passeiam, dormem, jogam truco, bilhar, xadrez, navegam na Internet, namoram ou ficam à toa (“morgando”, como falam por aqui).

Realmente há diversas opções aqui, há muito para se fazer. Há uma ótima sala de leitura para os estudantes de Letras – local ideal para se resolver tarefas, ler, resolver uma revista de palavras-cruzadas ou para simplesmente repousar a cabeça sobre a mesa e dormir (quão gelada é essa sala! outro dia fui obrigado a sair por causa do insuportável frio).

Há também um laboratório de informática onde Letras tem prioridade. Lá, pode-se digitar trabalhos, “revirar” o Windows, acessar a Internet (para dar uma olhada na caixa de e-mails e para outras coisa mais. Legal, não é? Todos os dias ocorre exibição dos mais diversos filmes no anfiteatro 15 (a partir das 12 horas e das 18 horas).

Aqui, pode-se deitar nos bancos, dar uma bela relaxada no gramado (apesar dos insetinhos e da coceira depois), ir para a biblioteca e ler boas obras, visitar o museu de geociências, o de anatomia (preferencialmente após o almoço) e muito mais.

Os CA’s são a parte, diga-se de passagem, mais excêntrica de todo esse conjunto. Cada curso tem o seu; são personalizados. Há alguns que parecem um provador de roupas (o Calet); outros, um fliperama (o Cacomp), um quarto (o Cafis) ou um apartamento (o Caeco) e por aí em diante.

Há tanta distração aqui (atração e extensão também) que é possível ver escrito a frase em letras cheias maiúsculas com um forte vermelho sangue: NÃO DEIXE A UNIVERSIDADE ATRAPALHAR SEUS ESTUDOS. Bom, na primeira vez em que vi isso, não entendi muito bem; mas com o passar de algumas semanas, ao avistar novamente o aviso acima, captei a mensagem nas entrelinhas, por causa do pressuposto que eu já havia adquirido.

Por tudo isso, gosto muito daqui – mais ainda porque tenho excelentes professores(as), matérias e aulas. É MUITO BOM ESTUDAR AQUI!!! E estar escrevendo este texto, idem. Sei que tenho muito a aprender na UnB, com prazer e alegria. Ich studiere gern! I like to study!

Asquerosos Cooperadores

Há seres que por muitas vezes nos incomodam e que nos contentaríamos se não existissem. Acha-se que são inúteis, que só atrapalham e não fariam falta alguma.

Ah, mas esse é um excelente equívoco. Praticamente nada do que existe na natureza e refutável (bem, até mesmo o apêndice – um das extremidades do intestino grosso para a qual os cientista ainda não encontraram uma função no corpo humano, portanto dispensável; mas há uma notória utilidade para tal: render bom lucro para um médico e muito incômodo para um pobre infeliz quando este inflama devido alguma forte pancada externa – “apendicite”).

Tomemos como exemplo disso a barata: ser repugnante, nojento e provavelmente mutante, temido por mulheres de diversas idades, resistente à radioatividade, recoberto por uma dura e resistente carapaça, tornando-o praticamente um veloz “tanque de guerra blindado” entre os insetos ou um poderoso “avião de caça blindado” quando possui extraordinárias asas, capaz até mesmo de regeneração após uma bela chinelada. Aparentemente esse inseto não possui outra função além de assustar mulheres indefesas (e medrosas…), mas se não fosse a barata, nossas casas seriam bem mais sujas (há casos em que nem a ajuda “baratínea” resolve), pois ela consome sujeira, insetos, partículas quase microscópicas que jazem pelo chão da sala, da cozinha, etc.

Outro candidato à inutilidade, a lagartixa (tão temida pelo mulheril quanto a vilã acima), nos é de grande ajuda: consome pequenos insetos como moscas e moriçocas – estes verdadeiros “psicopatas hematófagos” que nos sugam o sangue e quase nos levam à loucura com seu melódico zunido, realçado em noites quentes de verão equatorial, de preferência quando há falta de energia; aqueles, “carniceiros aéreos” que nos contaminam os alimentos e disputam um lugar à mesa na hora da refeição.

Apesar de ainda existirem outros animais teoricamente dispensáveis ao curso da vida sobre os quais se pode discorrer, detenhamo-nos por aqui. Agradeçamos a estes discriminados – excluídos e preteridos – animaizinhos que tanto nos ajudam, mesmo que de maneira despercebida por nós. Ponderemos da próxima vez em que levantarmos o chinelo para liquidarmos aquela baratinha rondando pelo tapete do quarto.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Para refletir ainda mais

Relacionamento Redigido

Escrever…bom, escrever é bem legal (“escrever é paidégua, mano!”, assim como diria um bom paraense do norte, com um “s” bem chiado tal qual o carioca). Durante minha vida escolar, sempre tive boas experiências com o produzir textos.

Não tenho muitas recordações acerca do que eu escrevi nas séries anteriores à quarta série (somente me lembro das benditas narrações sobre “minhas férias”…), mas a partir desta série me lembro bem das minhas duas modalidades preferidas: narração e poema. Cada vez que a professora entrava na sala, expunha algo e, finalmente, dizia-nos para que redigíssemos algo cujo tema era livre, sentia-me como se tivesse feito um gol ou alçado voo.

Liberdade para argumentar sempre apreciei (acho que eu sempre tive um pouco da ideologia romântica condoreira e da modernista de 22 correndo nas veias…). Quando prontos meus textos, eu os entregava e ficava na expectativa de que a professora logo os corrigisse, que fossem os primeiros. Eu constantemente procurava de forma natural e (entenda bem: não era a intensão) meus textos acabavam por serem freqüentemente elogiados, expostos, lidos em voz alta. É certo que eu ficava um pouco envergonhado pois era tímido (digo “era” pois hoje não o sou mais), mas um versículo bíblico já nos revela: “Dê honra a quem merece honra (…)”.

Apesar de eu sempre ter tido um pouco de dificuldade com dissertações, nunca desanimava quando era-me apresentada proposta de produção de uma destas ditas-cujas. É como já se diz, para que seja possível escrever-se melhor, é preciso escrever – e por isso eu o faço com prazer, redigindo uma ótima relação!

Aja para que Haja!


É tão engraçado que se pararmos para observar, perceberemos como agimos irracional e involuntariamente em relação à língua. Fatos muito claros, evidentes para os estudiosos de uma certa língua, são por vezes despercebidos pelo falante da língua em questão.

Digo isso porque, a partir de um certo momento, comecei a ter reflexões que antes não tinha sobre o português. Comecei a vê-lo de uma forma totalmente diferente – e não mais consigo observar a língua portuguesa da mesma forma que antes.

Tal mudança passou-se quando eu estava lendo um texto de fonologia portuguesa e lembro claramente as seguintes considerações: “todo ‘o’ e ‘e’ finais e átonos transformam-se respectivamente em ‘u’ e ‘i’ na fala, assim como ‘a’ vira ‘a semiaberto”. Foi algo, pode até parecer tolice, impactante para mim. Eu não pensava sobre isso, não concluía isso, apenas falava, via um texto e o lia, mas de forma linguisticamente “irracional” quanto à pronúncia. O texto referido também comentava sobre a tendência de geralmente nasalizarmos vogais seguidas por “m” e “n” e sobre pronunciarmos as terminações “-ém” e “-om” como /ẽj/ e /õw/.

A partir daí comecei até mesmo a ouvir o português de uma forma diferente (simplesmente, não mais consigo ouvir algo e entender sem simultaneamente analisar, perceber a pronúncia de cada termo falado; é algo automático). É como se meus olhos e meus ouvidos linguísticos foram abertos e destampados, respectivamente.

O que ocorre aqui é aquele velho erro de se querer tirar o cisco do olho do outro, antes de tirar a haste do seu. Eu via, constatava em outros idiomas a relação do escrito com o pronunciado (como o fato de “en” e “in” em francês serem pronunciados geralmente como “an” e “d” e “t” intervocálico em inglês virar “r” vibrado na pronúncia).

Por isso afirmo como é interessante notar que fazemos certas com a língua de modo tão automático quanto levantar pela manhã e ir ao banheiro para escovar os dentes. O falante não faz reflexões sobre a língua; fala-se, tal qual comemos e bebemos [taw kwaw kom´ẽmuzi bєb´ẽmus].

sexta-feira, 6 de março de 2009

Um pouco de Basco - A little bit of Basque

Ni – eu, I
Hi – “du”, “tu”, “kimi”
Zu – você, you, Sie
Hura – ele, ela
Gu – nós, we
Zuek – vocês, Sie
Haiek – eles, elas

Nire – meu
Zure – seu, Ihnen
Haren – dele, dela
Bere – his own, swój
Gure – nosso
Zuen – de vocês
Haien – deles, delas
Beren – their own, swój

Hau – este
Hori – esse
Hura – aquele
Hauek – estes
Horiek – esses
Haiek – aqueles


Gizon, gizona, gizonak – homem, o homem, os homens
Neska, neska, neskak – menina, a menina, as meninas
Etxe, etxea, etxeak – casa, a casa, as casas
Alaba, alaba, alabak – filha, a filha, as filhas
Herria, herria, herriak – país, o país, os países
Liburu, liburua, liburuak – livro, o livro, os livros
Emakume, emakumea, emakumeak – mulher, a mulher, as mulheres
Emazte, emaztea, emazteak – esposa, a esposa, as esposas
Mutil, mutila, mutilak – menino, o menino, os meninos
Ikasle, ikaslea, ikasleak – aluno, o aluno, os alunos
Mendi, mendia, mendiak – montanha, a montanha, as montanhas

Nor – quem
Zer – o que
Nun – onde
Noiz – quando
Nora – como
Zenbat – quanto
Zergatik – por quê
Zertarako – para quê
Nola/nolakoa – de que jeito
Noren – de quem

Nor zara zu? – quem é você?
Zer da hau? – o que é isto?
Nola da zure emazte? – como é sua esposa?
Noren da etxe hurak? – de quem é aquela casa?

izan – ser

Ni naiz – eu sou
Zu zara – você é
Hura da – ele é
Gu gara – nós somos
Zuek zarete – vocês são
Haiek dira – eles são


Gizon tipia da. – é um homem pequeno.
Ikaslea tipia da. – o aluno é pequeno.

Mutil handia da. – é um menino grande.
Emakumea handia da. – a mulher é grande.

Etxe handiak dira. – são casas grandes.
Neskak tipiak dira. – as meninas são pequenas.

Bainan – mas, porém
Eta – e
Beti – always
Hemen – aqui

Nor da neska hori? – quem é essa garota?
Nor da neska tipi hori? – quem é essa garota pequena?
Nor da mutil hau? – quem é este menino?
Nor da mutil handi hau? – que é este menino grande?
Nortzuk dira gizon haiek? – quem são aqueles homens?
Nortzuk dira emakume horiek? – quem são essas mulheres?
Noren da etxe hau? – de quem é esta casa?
Noren da kotxe hura? – de quem é aquele carro?

Neska hori iskaslea da bainan mutil hau ez da ikaslea.
Essa menina é estudante, mas este menino não é estudante.
Gizon hau tipia da bainan emakume hura ez da tipia.
Este homem é pequeno, mas aquela mulher não é pequena.

Etxe horiek handiak dira bainan kotxe haiek ez da handiak.
Estas casas são grande mas aqueles carros não são grandes.

Ukan – verbo “ter” (auxiliar de outros verbos)

Hau – este  honek – este (sujeito em frases com “ukan”)
Hori – esse  horrek – esse (sujeito em frases com “ukan”)
Hura – aquele  harek – aquele (sujeito em frases com “ukan”)

Ni dut – eu o tenho
Zu duk – você o tem (masculino)
Zu dun – você o tem (feminino)
Hura du – ele/ela o tem
Gu ditugu – nós o temos
Zuek dituk – vocês o têm (masculino)
Zuek ditun – vocês o têm (feminino)
Haiek dituzte – eles/elas o têm

Singular: suj. +(a)k + objeto + (dut, duk/dun, du; ditugu, dituk/ditun, dituzte)
Plural: sujeito + ek + objeto + (dut, duk/dun, du; ditugu, dituk/ditun, dituzte)

Mutil honek liburu bat du. Este menino tem um livro.
Ikasle horrek hiru liburu du. Esse estudante tem três livros.
Neska harek kotxe bat du. Aquela menina tem um carro.

Gizon honek etxe bat du. Este homem tem uma casa.
Emakume horrek kotxe bat du. Essa mulher tem um carro.
Emazte harek hiru etxe du. Aquela esposa tem três casas.

Gizonak etxe bat du. O homem tem uma casa
Gizonak etxe handi bat du. O homem tem uma casa grande.

Mutilek liburu bat dituzte. Os meninos têm um livro.
Mutilek ez dituzte liburu bat. Os meninos não têm um livro.

Emakumeek hiru kotxe dituzte. As mulheres têm três carros.
Emakumeek hiru kotxe piti dituzte. As mulheres têm três carros pequenos.

Liburu bat dut. Eu tenho um livro.
Ez dut liburu bat. Eu não tenho um livro.

Kotxe bat eta hiru etxe ditugu. Nós temos um carro e três casas.
Ez ditugu kotxe bat eta hiru etxe. Nós não temos um carro e três casas.

Etxe bat dut bainan keskak hiru etxe du.
Eu tenho uma casa, mas menina tem três casas.
Kotxe bat ditugu bainan gizonek hiru kotxe dituzte.
Nós temos um carro, mas os homens têm três carros.

Mendian – na montanha
Mendietan – nas montanhas

Gelan – na classe
Gelaetan – nas classes

Etxean – na casa
Etxeetan – nas casas

quinta-feira, 5 de março de 2009

O Princípio do Fim

Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará.(Bíblia, Novo Testamento, Evangelho de Mateus, cap. 24, v. 11 a 13)

Temos vivido tempos em que “amor” tornou-se sinônimo “ódio”. Quantos casos a mídia já tem veiculado, retratando pessoas que cometeram os mais terríveis crimes, entre este o homicídio, e alegam terem feito por amor. Infelizmente o que deveria ser normal é considerado incomum; o que deveria ser anormal é visto como rotineiro.

Prova disto é a reação das pessoas diante de um ato de solidariedade, compaixão, fraternidade e benevolência por parte de outro indivíduo: as pessoas celebram muito lisonjeadas, parabenizam o herói ou a heroína pela bondade, e elogiam, ovacionam até não poderem mais o autor ou a autora daquele simples gesto de cidadania demonstrado. Estes mesmos seres quando passam por bêbados, drogados, prostitutas, mendigos, pobres, vendedores ambulantes, meninos de rua e outros, nem sequer notam sua presença, nem muito menos se condoem, ou sentem-se profundamente tristes ao ver aquela situação deprimente de outro semelhante seu.

Todos nós temos nos esforçado tanto para construir nosso próprio reininho particular. Dia após dia em nossas mentes a maior preocupação é alcançar o tão sonhado ou tão bem remunerado cargo empregatício, no serviço privado ou preferencialmente no público, o carro mais acessível ou desejado possível, a conclusão dos estudos e os mais altos títulos e condecorações acadêmicas, o bem-estar de nossos filhos e a integridade de nossa própria família, a reforma da casa, a aquisição de alguns outros bens, o aumento da renda mensal, as viagens a passeio e/ou a negócios, as férias, academia, lazer, descanso e muito mais.

E fica uma pergunta martelando na cabeça de muitos que, como eu, não se encaixam nos moldes socais contemporâneos e que simplesmente se sentem desconfortáveis se assentados por horas a fio na poltrona do comodismo: cadê o amor? Onde se esconde esta sábia decisão, camuflada de sentimento, tão bem descrita em poemas e sempre cantarolado pelos trovadores de hoje e de ontem, desde os primórdios da humanidade? Perdeu-se a noção de que amar é se entregar em prol do outro; renunciar a si mesmo na maior parte do tempo em favor dos que desconhecem qualquer forma de bom sentimento ou que meramente não sabem o que é viver de verdade. Amor é altruísmo; ódio é egoísmo mesclado com egocentrismo.

E quem foi que espalhou a vergonhosa mentira de que o contrário do amor é a indiferença e de que não tem problema importar-se só consigo mesmo e com um pequeno grupo particular de pessoas do seu interesse, sendo que tantos anos atrás o homem mais sábio que já passara pela superfície terrestre havia pregado sobre o verdadeiro sentido da existência humana? Sabemos que somos falhos; mas quem disse que não passaríamos por frustrações na prática do amor?

E o que nos faz melhores que os outros que erraram, a ponto de não querermos perdoar? Onde fica a tolerância e a compreensão de que as pessoas sempre vacilarão enquanto passarem pelo diário processo de readaptação ao amor? Hoje não se entende mais as seguintes palavras de Jesus: Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas (Mateus 7: 12).

Marlon Couto Ribeiro